Proporção Áurea

A proporção áurea, número de ouro, número áureo ou proporção de ouro é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega (PHI), em homenagem ao escultor Phideas (Fídias), que a teria utilizado para conceber o Parthenon.

Desde a Antiguidade, a proporção áurea é empregada na arte. É frequente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento.

O homem sempre tentou alcançar a perfeição, seja nas pinturas, seja nos projetos arquitetônicos, seja até mesmo na música.

A proporção áurea foi muito usada na arte, em obras como O Nascimento de Vênus, quadro de Botticelli, em que Afrodite está na proporção áurea. Essa proporção estaria ali aplicada pelo motivo de o autor representar a perfeição da beleza.

Na história da arte renascentista, a perfeição da beleza em quadros foi bastante explorada com base nessa constante. Vários pintores e escultores lançaram mão das possibilidades que a proporção lhes dava para retratar a realidade com mais perfeição.

A razão áurea tem sido motivo de estudo desde os mais remotos tempos. Ela representa a mais agradável proporção entre dois segmentos ou duas medidas.

Há muito se identificou essa proporção como sendo equivalente a 1.618 e convencionou-se identificá-la por Phi, encontrado matematicamente através de deduções algébricas ou geométricas. O número Phi aparece com uma constância notável na natureza.

Phi é o número que expressa segundo nossos conceitos de beleza, a mais perfeita relação de harmonia já conseguida pelas mãos humanas.

Uma aplicação prática do número Phi, está presente em nosso corpo, se inscrevermos o corpo humano num retângulo, a linha umbilical divide o corpo em média e extrema razão assim como a distância que vai do queixo até a testa em relação aos olhos até o mesmo ponto, que é igual à Phi.

A matemática detém um valor formativo, que ajuda a estruturar o pensamento e o raciocínio dedutivo, porém desempenha um papel instrumental, pois é uma ferramenta que serve para a vida cotidiana e para muitas tarefas específicas em quase todas as atividades humanas, para isso, habilidade como selecionar informações obtidas e, a partir disso tomar decisões exigirão linguagem, procedimentos e formas de pensar matemáticos, que são desenvolvidos ao longo do ensino médio. Numa visão mais especifica voltada para geometria, as habilidades de visualização, argumentação, lógica e de aplicação na busca de soluções para problemas, podem ser desenvolvidas como um trabalho adequado à geometria, para usar formas e propriedade geométricas na representação e visualização de partes do mundo em que ele vive.

Essas competências são importantes na compreensão e ampliação da percepção de espaço e construção de modelos para interpretar questões da matemática e de outras áreas do conhecimento. Ainda hoje  se faz presente nos estudos e desenvolvimentos de novos produtos, que comumente seguem a razão áurea para que sejam visualmente atrativos.

Torna-se difícil, no entanto, separar a procura por relações com as divindades, iniciadas pelos gregos, com relações matemáticas concretas. Em muitas situações ficamos sem uma resposta clara para perguntas sobre o surgimento da relação áurea em alguns elementos.

Ela aparece por ser realmente importante ou é apenas uma coincidência forçada pelo homem. Tem um valor que nos acompanha com tanta constância, desde nossos primórdios, tem suas importâncias e relevâncias.

 

 

Maria Eduarda Campagna e Rodrigo Banqueri

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admin agosto 6, 2012 Matérias